quinta-feira, 5 de novembro de 2009

E se a Bíblia for mentira?


Muita calma nessa hora! Não estou desviando. Não estou em crise. Nem quero derrubar a fé de ninguém. Essa é apenas uma colocação hipotética.
Você que é crente já deve ter ouvido diversas vezes a argumentação de que a Bíblia é um livro como qualquer outro escrito por homens. Tudo que nela consta é apenas invenção, não tem nada de Deus. Ou na melhor das hipóteses alguém diz que a Bíblia é interpretada de forma errada, pois cada um pode ter uma interpretação diferente acerca de um mesmo texto. Sendo assim as pessoas querem dizer que tudo que a igreja prega não passa de balela. Esse negócio de céu, inferno, juízo final, anjos, demônios, pecado, novo nascimento, santidade, Deus e etc. são tudo prosopopéias flácidas para acalentar bovino, traduzindo, conversa mole para boi dormir. Pois bem, vamos viajar um pouco nessa maionese.
E se realmente for tudo mentira? E se Jesus não for o caminho? E se outra religião for o caminho? E se todas realmente levarem a Deus? E se não houver caminho nenhum? E se Deus não existir?
Vamos pensar um pouco. Por exemplo. Se outra religião for o caminho até Deus. Vamos dizer o kardecismo. Se ele for o caminho não há motivos para preocupação mesmo que eu continue sendo crente a vida toda. Porque o kardecismo fundamenta a salvação na prática da caridade e das boas obras. A Bíblia diz, mesmo que ela seja mentira, que Deus preparou as boas obras para que andássemos nelas. Então o crente, mesmo não sendo kardecista, cumpre a doutrina kardecista, pois as escrituras nos ensinam a amarmos o nosso próximo como a nós mesmos. Aprendemos com a Bíblia a sermos bons samaritanos, a cuidarmos dos outros e dividirmos o que temos com os que não têm. Sendo assim, não há preocupação. Crentes, mesmo não sendo kardecistas, dentro dessa doutrina estariam salvos. Por sermos bondosos iremos reencarnar pouquíssimas vezes até sermos purificados e termos direito ao paraíso. Quem não for crente terá que reencarnar mais vezes, mas no final todo mundo acaba entrando.
Continuando nossa viagem, pode ser que o kardecismo não seja o caminho. Quem sabe o caminho é o catolicismo? Então devo dizer que se esse for realmente o caminho até Deus não há motivo de preocupação, isso porque na doutrina católica existe a crença no purgatório. Então por pior que seja uma pessoa, não há nada que uma temporada no purgatório não resolva. Uns ficarão mais tempo lá, outros menos, mas no final tudo acaba em pizza e todo mundo acaba entrando no céu. Quem já assistiu o filme “O alto da compadecida”, pode ser aquele dos trapalhões mesmo, sabe bem o que estou falando. No purgatório tem lugar para: ladrão, assassino, 171, estuprador e até para político. Acreditem! No final dá tudo certo e todos são recebidos por São Pedro na porta do céu. Então crente mesmo não sendo católico está salvo. A Bíblia nos ensina a sermos bons pais, bons maridos e esposas, bons filhos, bons funcionários, bons cidadãos. Ser formos crentes de verdade os estamos salvos. Se não formos tão crentes assim um tempinho no purgatório resolve tudo. Beleza!
Mas vamos mais adiante. Vamos dizer que alguma religião oriental seja o caminho: Taoísmo, Hinduísmo, Budismo e outras tantas. Bom algumas dessas religiões acreditam na reencarnação, como o hinduísmo. Aí caímos no caso do kardecismo. Já falamos sobre isso. Outras religiões orientais nem acreditam que exista céu, paraíso ou coisa parecida. Para muitas delas a vida começa e termina aqui. Então se é assim não há motivo para o crente se preocupar, mesmo não estando na religião certa. Acabou, acabou. E por aí vai.
A grande verdade é que apenas a Bíblia fala sobre julgamento e condenação. Alguns optam pelo ateísmo e se Deus realmente não existir não tem problema, pois não haverá necessidade de dar conta a ninguém. As outras religiões sempre dão um jeito salvar todo mundo, pelo menos a maioria, e nessa turma, com certeza, estariam os crentes. Talvez a mais complicada de todas as religiões seja o islã. Aí não tem jeito. Se esse realmente for o caminho, então muita gente vai queimar no mármore do inferno, até os crentes, porque Alá é chapa quente mesmo.
O que eu quero dizer com tudo o que escrevi é que ninguém perde nada sendo crente e lembrar que cada um tem direito de crer no que quiser.
Mas agora deixe eu inverter a questão. E se a Bíblia estiver certa? E eu creio que está. Então a mensagem continua a mesma: “Disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. E ainda diz “Quem crer será salvo, quem não crer já está condenado”. E mais. “Se não nascerdes de novo não poderás ver o reino de Deus”.
Se Jesus for realmente o caminho, conforme a Bíblia ensina, e Ele é. Então a decisão do homem a respeito da eternidade deve ser tomada nessa vida, pois “ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo após isso o juízo”.
Pense nisso!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uma crônica espiritual cheia de humor.


- Soberano, Soberano. Entra o anjo correndo e gritando na sala do trono.
- Sim Gabriel o que foi? Que desespero é esse? Disse o Senhor.
- Soberano, adivinha quem tá aí?
- Adivinha!? Vigia Gabriel. Eu não preciso adivinhar. Esqueceu? Meus olhos são como chama de fogo. Eu sei de tudo. Aliás, esse negócio de adivinhação não é comigo. Isso é coisa do diabo. E manda logo ele entrar. Não é isso que você veio falar comigo? Disse o Criador.
- É isso mesmo Soberano. Quer que eu pergunte qual é o assunto? Ih! Que mancada! O Senhor já deve saber o que é. Mas tem uma coisa Soberano. O capeta parece que tá “fulo” da vida. Disse Gabriel.
- O que é isso Gabriel? Falou o Senhor com espanto.
- Isso mesmo Soberano. Ele tá fulo da vida. Quer que eu mande. Ops! Mande não. Peça a Miguel pra dar de espada nele daqui pra fora? Na verdade Criador. Ninguém gosta muito quando esse traidor vem aqui. A gente sabe que sempre que vem aqui é pra aprontar. Eu lembro muito bem da ultima vez que ele esteve por cá. Coitado do Jó.
- Não Gabriel. Não é disso que eu tô falando. Disse Deus repreendendo o anjo.
- Estava falando da expressão que você usou.
- Qual expressão Soberano? Fu ... Gabriel já ia repetindo a palavrinha quando Deus o interrompeu.
- Não precisa repetir. É essa mesma. Onde já se viu! Você sabe o quer dizer isso? Por onde você tem andado hein Gabriel? Queria saber aprendeu esse linguajar.
- Ué Senhor! Onde eu tenho andado? Ah! O Senhor já sabe. No meio do teu povo. Disse o anjo.
- No meio do meu povo!? Se espantou o Senhor.
- Ih Senhor! Perdão se eu falei alguma palavra torpe, mas essa eu aprendi lá na igreja.
- Na igreja!? Se espantou o Senhor.
- È Soberano! Lá naquele congresso que o Senhor me enviou. Tesoureiro do evento disse que aquele teu filho que pregou lá, ficou muito “essa palavra aí” da vida porque a oferta que deram a ele só deu R$ 1000,00. E ele ainda disse que nunca mais volta lá. Disse que era um absurdo receber essa mixaria depois de tudo que ele fez no culto.
- Quer dizer que eu salvo, liberto, batizo com o Espírito Santo, derramo minha glória e o abençoado fica se achando. Pois é, como eu disciplino a todos quanto amo, vou colocar esse meu filhinho em um “ventinho” pra ver se ele fica mais humilde. Vou aproveitar que o diabo veio aqui e dou umas ordenzinhas pra ele.
Quanto a você Gabriel. Veja bem o que anda falando hein!
- Já é Senhor, pode deixar.
- Já é Senhor!? Gabriel você não tem jeito mesmo. Agora mande logo o diabo entrar.
- Sim Soberano.
Em poucos instantes entra o diabo na sala do trono vigiado de perto por dois anjos parrudões.
- Hei Deus! Eu sei que não sou bem-vindo aqui, mas precisa desses dois armários fungando no meu cangote? Reclama o diabo com o Senhor.
- Hei Deus!? Pra você satanás, é Vossa Majestade esqueceu? E com relação aos parrudões aí. Você já viu ladrão andar solto por aí sem ser vigiado? Disse o Senhor dando uma bela gargalhada.
- Muito engraçadinho. Resmungou o diabo baixinho.
- O que você disse hein!?
- Nada Vossa Majestade. Nada não.
- Ah! Seu mentiroso. Disse o Senhor.
- Deixe isso pra lá, senão vou acabar te jogando no lago de fogo antes do tempo. Qual é o seu problema? Diga logo. Não muito tempo pra você. Tenho muitas orações para responder hoje. Continuou o Soberano.
- É esse seu povo Vossa Majestade. Disse o diabo.
- Que tem meu povo? Indagou o Senhor.
- Pois é. Eles se metem em confusão e depois colocam a culpa em mim. Tem uma serva tua lá da Bléia que é uma consumista incurável. Não pode ver a palavra liquidação na frente dela que entra nas lojas igual uma desesperada e estoura o cartão de crédito. Depois ela fica falando que o devorador tá comendo as finanças dela.
O outro servo teu lá da Nova Vida tá querendo casar com uma das minhas filhinhas, tão boazinha ela, só não quer nada contigo. Mas ele diz que ta apaixonado. Fazer o quê? A vida dele vai ser um inferno. Mas a culpa não é minha. Eu só vou fazer meu trabalho. A tua palavra mesmo diz pra não haver jugo desigual.
Ainda tem o outro mané lá da igreja batista que faltava à beça no trabalho. Chegava atrasado, falava mal do chefe, criava confusão entre os colegas e outras coisitas mais. Conclusão. Foi mandado embora. Eu não tive nada a ver com isso. Agora anda espalhando para os irmãos que está na prova.
Tô cansado de levar a culpa por tudo. Tá certo que na maioria das vezes sou eu mesmo (sorriso sarcástico), mas a culpa de tudo não. Daqui a pouco eu estou assumindo o lugar de Cristo levando nos meus ombros a culpa pelos pecados dos crentes.

Pense nisso!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Direito de resposta


Essa foi a mensagem que enviei ao jornalista Cláudio Weber Abramo, por causa de um texto que ele publicou no site da IG. Vou colocar o link do artigo para quem quiser ler, concordar ou discordar.
http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo/2009/08/03/o-direito-de-nao-ser-importunado/

Essa foi minha resposta.

Caro Cláudio, boa tarde. Sou cristão, e como tal me senti desconfortável com o que você escreveu. Creio que você entende bem quando uso a palavra desconfortável, pois é assim que você deve se sentir quando vê manifestações religiosas em partidas de futebol, ou em qualquer outro esporte.
Mas porque eu deveria me sentir assim se você está apenas fazendo uso do seu direito de liberdade de expressão? Não deveria eu direcionar o meu olhar para outras matérias? Ignorar ou entrar em outro site? Sim, mas eu decidi me sentir incomodado. Com você acontece a mesma coisa. No momento das manifestações religiosas você poderia ignorar, mudar de canal, ou sei lá o que. Mas, você decidiu ficar incomodado.
Outra questão. Será que textos como esse que você escreveu interessa ao coletivo? Você pode achar que sim, mas talvez não seja. Você simplesmente está fazendo uso do seu direito. Então respeite o direito dos outros e não fique falando coisas sobre religião e espiritualidade como se as suas verdades fossem absolutas. Talvez as sejam, mas para você. Não fique afirmando coisas parecendo ser quem você nem acredita que exista. Isto é Deus.
Então quando alguém fizer um gol ou um ponto, permita que essa pessoa se expresse do jeito que quiser em homenagem a quem for de acordo com sua fé e seu direito. Com esse seu texto você também está fazendo uso da mídia para fazer proselitismo ao ateísmo como se fosse a escolha certa para pessoas que se consideram inteligentes e evoluídas. Não se esqueça que mentes brilhantes como Einstein, Newton, Bach e tantos outros não eram ateus e nem por isso deixaram de ser quem foram.
Deus te abençoe. Rssss.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Tenho medo



Tenho medo de perder a fé;
Tenho medo de desanimar e desistir;
Tenho medo de não ouvir mais a voz de Deus;
Tenho medo de me afastar da presença Dele;
Tenho medo de me acostumar sem Ele;
Tenho medo de perder o temor;
Tenho medo de perder o amor;
Tenho medo de perder o fervor;
Tenho medo de parar de orar;
Tenho medo de descrer;
Tenho medo de não desejar o céu;
Tenho medo de desprezar a Palavra;
Tenho medo de me tornar indiferente;
Tenho medo de me tornar burocrático;
Tenho medo de ser legalista;
Tenho medo de ser santarrão ao invés de ser santo;
Tenho medo de pecar;
Tenho medo de gostar de pecar;
Tenho medo de não me deixar ser convencido por Deus de que pequei.
Tenho medo de não me arrepender;
Tenho medo de ficar morno;
Tenho medo de não ser sincero;
Tenho medo de me tornar um hipócrita;
Tenho medo das minhas fraquezas;
Tenho medo de amar o mundo;
Tenho medo de amar o dinheiro;
Tenho medo de amar o poder;
Tenho medo de escolher outro Deus;
Tenho medo de perder a presença do Espírito Santo;
Tenho medo, tenho medo, tenho medo.
Livra-me Senhor, de todos os meus temores.
“Busquei o Senhor e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores.” (Salmo 34.4)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Reflexão sobre o amor


O amor normalmente é assim: inesperado, repentino, surpreendente. Digo, normalmente, porque o amor não é óbvio, muito menos previsível.
O amor, ainda que faça parte das relações humanas, encontra na ciência exata sua analogia. Seria o amor traduzido então pela matemática? Matemática não! Química. O amor não é constituído de por números, expressões ou equações. Ele contém apenas elementos.
Mas seria a matemática capaz de traduzir o amor? Sim, pois o amor é como duas retas perpendiculares que se encontram, unindo-se em um mesmo ponto. Ele, o amor nunca será paralelo, pois ainda que duas pessoas andem lado a lado, seus corações nunca se encontrarão. Por isso, o amor deve ir além da amizade e do companheirismo. Sem a interseção de sentimentos, emoções e propósitos, não há amor.
O amor há de ser sempre a arte do encontro. Uma via de mão dupla. Um constante dar e receber, uma troca permanente, um eterno depósito de tudo que há de melhor e nobre nesse mundo. O amor nasce nos dois lados. Seja dando ou recebendo. O amor deve ser assim. Se há desencontro então não há amor. Se a via for apenas de mão única, só resta decepção. Porque quem ama quer ser amado. Quem deseja, quer ser desejado, e quem conquista, inevitavelmente quer ser conquistado. Se não for assim, então caia fora.
Quer um conselho? Nunca tente forçar o amor. Ele não nasce de má vontade. Ele nasce do nada. Não pode ser produzido, visto que é espontâneo e livre. Ele é auto-existente. Tem vontade própria.
Mais um conselho. Não julgue o amor. Ele tem personalidade forte. O amor é corajoso e audaz. Ele enfrenta a tudo e a todos. Ele zomba da aparência, da estética, da condição social e da opinião alheia. As vezes ele parece burro e ignorante. Nada disso! Ele é apenas excêntrico. Por isso, poderá ser incoerente, ilógico, sem roteiro pré definido, sem preconceito.
Assim, homem e mulher, quando se amam. Não unem apenas seus corpos, mas também suas almas. O amor tem o poder de unir a tríade humana: corpo, alma e espírito. Se apenas os corpos se unem pode haver sexo, mas nunca será amor. E quando as almas se unem, sem o desejo ardente de um pelo outro, se estabelece outro tipo de amor, mas não do tipo homem e mulher.
O amor é sutil, sereno e harmônico. Ao mesmo tempo em que é intenso dinâmico e insinuante. O sentimento deve ser quente, nunca frio e muito menos morno. Nada de mais ou menos. Já que o amor desejará mais, muito mais. O amor não aceita distância, só proximidade. O amor sente saudade. Ele quer estar perto, e quando perto, quer estar mais perto. No amor não há dúvidas, só certeza.
Se há verdadeiro amor entre um homem e uma mulher, então há poesia, se há poesia, há arte, há inspiração, há um mistério. Já que ninguém sabe ao certo como ou em que momento ela nasce. Assim é o amor. Complexo, inalcançável, sublime.
Existem certas coisas que não são para se compreender, apenas para se desfrutar. Então não perca tempo tentando desvendar a caixa preta do amor. Ele é um código criptografado pelo próprio Criador. Apenas aproveite. Ame se puder amar e ser amado. Se não for assim, fique só, pois será melhor. Sendo assim. Então ame, se tiver sorte.
“Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo: o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma donzela”. Pv.30:18-19.
Salomão

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Toma lá, dá cá


Não é minha intenção fazer comentários sobre nenhum programa humorístico da TV, só achei o título apropriado.
Toma lá, dá cá é o tipo de relacionamento que nós costumamos ter com nosso próximo. Se alguém faz algo por nós ficamos em dívida com essa pessoa. Se fizermos um favor para alguém essa pessoa fica em dívida conosco. Muita gente vai dizer “mas eu não ajo assim”. Então experimente ajudar uma mesma pessoa diversas vezes. Vá a essa pessoa, peça ajuda e receba um “não” como resposta. Imediatamente virá a sua memória todas as vezes que você a ajudou e agora que você precisa não foi ajudado. Indignação. É isso que você sentirá. Isso porque no seu íntimo existia o sentimento de que alguém que você ajuda sempre fica em dívida com você pelas vezes que você creditou na vida dela. Toma lá, dá cá. Isto é, eu te ajudo, mas quando eu precisar você me ajuda. Essa é lei dos homens.
Digo isso, porque costumamos transferir essa mesma relação humana de barganha, de toma lá, dá cá para Deus, por isso, temos dificuldade de compreendermos a graça de Deus.
A graça, para maioria de nós, ainda nos parece um segredo encoberto, indecifrável, porque estamos acostumados com essas relações humanas de segundas intenções, de pseudobondade, dessa expectativa velada de recompensa ou proveito pelo bem efetuado. Assim, começamos achar que Deus também é desse jeito, só que Deus não estabelece um relacionamento conosco com base nos relacionamentos humanos, por isso, ele é Deus.
Quantos ainda se aproximam do Deus de toda graça com o pé atrás por toda bondade que ele tem demonstrado a nós. As pessoas ainda estranham esse tão grande amor de Deus. Encarnação, sofrimento, morte, ressurreição, promessas, vida eterna. Tudo isso por um simples ato e fé e obediência em amor? Os benefícios são infinitamente maiores que a parte que cabe a mim, mas é exatamente isso que graça propõe.
Mas quando a esmola é muita o santo desconfia. É o que pensam alguns, e incomodados com a avalanche de bondade e amor de Deus, tentam inutilmente pagar-lhe todos os benefícios recebidos, pois se sentem mal por estarem em dívida com Ele. Só que ao contrário disso a graça não imputa dívida, ela cancela a dívida. Sendo assim, todo tipo de trabalho e esforço em nome de Deus que não for feito por amor é inútil, é sentimento de culpa, é sentimento de dívida. Nossos esforços para Deus ou em nome de Deus praticados sem amor são apenas tentativas humanas de comprarem as bençãos de Deus sem ficar devendo nada a Ele, mesmo sem haver dívida alguma.
Graça foi a decisão que Deus tomou de ser bom em troca de nada. Está tudo consumado em Cristo, o que nos resta é apenas aceitarmos de graça, essa graça oferecida a nós.

Pense nisso.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Indique o Caminho


Às vezes fico admirado como coisas tão simples e corriqueiras podem proporcionar uma sensação de prazer tão grande. Digo isso porque essas coisas costumam acontecer comigo. Quer ver um exemplo?
Sempre fica em mim um sentimento de alívio quando estou em um lugar que não conheço, precisando chegar em determinado endereço que não tenho a mínima idéia de onde fica e alguém se dispõe a ajudar indicando o caminho. E é melhor ainda quando a pessoa conhece e sabe exatamente onde fica o lugar que estamos procurando. A convicção com que a pessoa nos indica a direção nos dá a segurança e a tranqüilidade para seguir o caminho indicado, pois o sentimento de estar perdido em um lugar desconhecido por mais ameno que seja causa algum desconforto, por isso, quando se chega ao local desejado ainda que não se verbalize, interiormente parece que dizemos “Ufa! Que bom que consegui chegar!
O mesmo sentimento de prazer eu sinto quando acontece ao contrário. Nesse caso não sou mais eu quem está perdido, mas sim, alguém que se aproxima e pergunta: Como faço para chegar em tal lugar? Sinceramente, fico triste quando não posso ajudar. Quando sou obrigado a dizer: Desculpe, mas não sei. Por outro lado me sinto feliz quando consigo indicar o caminho certo. Como hoje. Estava voltando do trabalho quando um rapaz me perguntou: Onde tem uma vidraçaria por aqui? E eu disse sem titubear: Siga em frente e antes da curva, do outro lado da rua tem uma vidraçaria. Parece bobagem, mas fiquei feliz em ter a resposta.
O que escrevi tem uma aplicação espiritual.
Um dia estávamos perdidos, sem direção, sem Deus no mundo, mas em algum momento alguém nos apontou o caminho. Abriu-nos os olhos. Desviou nosso rumo dos atalhos que levavam à morte e apontou-nos o caminho da vida. Sendo assim. A primeira alegria é a de possuir e ao mesmo tempo de estar seguindo O Caminho.
A segunda alegria é aquela de poder ser a pessoa que aponta a direção para alguém que está perdido na vida sem a mínima noção de sentido existencial. Pessoas que não sabem de onde vieram, nem onde estão e muito menos para onde vão. Gente que está entrando e saído de ruas e vielas de sofrimento e decepção. Indivíduos sem nenhuma referência.
Acredito que dentro dessa perspectiva não existe alegria maior do que aquela de poder dizer com a convicção de quem já achou e conhece o endereço certo. Esse é o Caminho (Jesus), andai nele.

Pense Nisso!