terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Você está limpo?


Verão. Sol a pino, calor escaldante, temperatura quase insuportável. Sinceramente fico com pena daqueles que pelos ossos do ofício são obrigados a andarem engomadinhos e engravatados. Eu não preciso. Graças a Deus!
Mas quem não sofre com o calor? Quem não fica incomodado com suor que escorre pela pele ensopando e fazendo colar a roupa no corpo? Junte a isso a poeira e a poluição, e o resultado é uma desconfortável sensação de sujeira.
Nessa hora qualquer ser humano normal suspira por apenas uma coisa. Um bom banho.
Não foram poucas as vezes que cheguei da rua ansiando apenas tomar uma boa ducha d’água, muitas vezes gelada.
Você deve saber do que eu estou falando.
A sensação de sentir a água caindo no corpo levando consigo toda imundície é maravilhosa. É possível sentir a poeira se descolando do corpo sendo levada diretamente para o ralo. O sabonete passeando pelo corpo imprimindo seu aroma completa o prazer de um bom banho. Ao fechar o chuveiro o sentimento que se segue após esse ritual sagrado, pelo menos para mim são dois. O primeiro é que definitivamente estou limpo. E o segundo é que pareço ser um novo homem. Totalmente renovado.
Toda vez quer tomo uma ducha gelada depois de um dia quente e abafado, não existe uma única vez que não me lembro das palavras de Jesus: “...vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”.
É isso que a Palavra produz em nós, a certeza e a convicção de que estamos limpos. E se um simples banho transmite a impressão sermos novas pessoas, uma verdadeira experiência com Jesus não deixa apenas uma impressão, mas de fato Ele nos transforma em novas criaturas.

Se alguém está ligado a Cristo transforma-se numa nova pessoa; as coisas antigas passaram; tudo nele se fez novo”. II Co.5:17

“vós maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra”. Ef.5:25-26.
Pense nisso.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Desistir nunca, render-se jamais


Na verdade tirei esse título de um filme já bem batido do ator Jean Claude Van Dame. Achei ele bem apropriado, mas não é sobre filmes que quero falar. Meu assunto é bem mais espiritual.
Há pouco tempo fui a uma reunião de oração em uma igreja a qual muito aprecio. Antes de
dobrarmos os joelhos o pastor nos trouxe uma reflexão. Ele pediu para que abríssemos no texto de Lucas 18. Então imediatamente pensei “Esse texto eu conheço de cór e salteado. É a parábola do juiz iníquo. Já preguei diversas vezes nesse texto e dificilmente esse pastor dirá algo diferente do que eu já tenha percebido nele”. Quanta prepotência!
Pois bem. O pastor leu apenas o primeiro versículo que diz “E Jesus contou-lhes uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desanimar”. Lc.18:1. Então ele destacou apenas uma palavra, dever. O sabichão aqui, o oráculo, o guardião da revelação nunca havia percebido isso. Bem feito para mim. Então a primeira lição que aprendi é muito básica. Ninguém sabe tudo a respeito de tudo, todos temos algo mais a aprender com alguém, ainda mais quando se trata de assuntos espirituais.
A segunda lição está no próprio texto lido. Jesus está dizendo que orar é um dever, uma santa obrigação. Isso responde a uma série de questionamentos a respeito da oração. Por exemplo: Devo orar mesmo quando não estou com vontade? É sincero orar mesmo quando não estou a fim? Deus aceita esse tipo de oração? A resposta é sim para todas as perguntas. Oração para o crente é dever. Um cidadão paga impostos independente da sua vontade. A maioria das pessoas se levantam para trabalhar com vontade de ficar mais um pouco na cama. A oração é a mesma coisa. Devemos orar contrariando a vontade. Indo contra a nossa carne. Combatendo o desânimo. É muito mais fácil passear no shopping, ir a praia, bater papo com os amigos do que orar. Nada disso é pecado, mas essas coisas não contrariam nossa natureza. A dificuldade em orar só pode ser vencida pelo hábito de orar. Quem não decide iniciar uma vida de oração nunca terá uma de oração.
A terceira lição desse versículo eu encontro nas palavras “sempre” e “nunca”. Esses são dois advérbios de tempo. Observe. A primeira palavra é sempre e não muito. Eu posso orar muito hoje e amanhã não orar nada. A vida cristã não é feita de intensidade, mas de constância. Li sobre um homem de Deus que dizia o seguinte “Eu não oro mais do que dez minutos, mas também não passo mais que dez minutos sem orar”. Isso é orar sem cessar.
O outro advérbio de tempo é “nunca”. Essa palavra não abre precedentes, independente das circunstâncias. No texto o nunca aparece associado ao desânimo. Parece que Jesus sabia muito bem a força do desânimo sobre a vidas das pessoas. Ele sabia que o primeiro fruto do desânimo é a desistência. Se desistirmos de orar o nunca se estabelece em nossa vida. Quem desiste de orar nunca vencerá, nunca conquistará, nunca crescerá.
Jesus termina esse parábola perguntando “Quando vier o filho do homem, porventura achará fé na terra?”.
A desistência da oração demonstra a intensidade de nossa de falta de fé.

Pense nisso.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Nesse novo ano, tente com Deus


Se pensarmos friamente é apenas mais um dia como outro qualquer. Então qual a diferença entre 31 de dezembro de um ano e 1 de janeiro de outro ano? Cronologicamente não existe nenhuma diferença. Tanto um dia quanto o outro oferecem 24 horas a todos, é verdade, mas emocionalmente e psicologicamente muda muita coisa. Afinal esses dois dias representam fechamento e abertura, fim e começo, o alfa e ômega.
O grande Carlos Drumond de Andrade disse que o indivíduo que dividiu o tempo em fatias é um gênio, e eu concordo. Isso foi idéia do próprio Deus. É como se estivéssemos escrevendo uma redação com tema livre e depois de concluí-la percebemos que aquilo ficou uma porcaria, então em vez de ficarmos apagando palavras, frases, parágrafos decidimos amassar tudo e começarmos de novo com um novo tema e uma nova história.
Decidir recomeçar ao início de um novo ano é fabuloso, mas concorda que 365 dias são muita coisa? E que esperar tanto tempo para tomar uma nova postura, uma outra decisão e assumir um novo projeto acaba sendo perda de tempo?
O mesmo Deus que nos proporciona recomeços ao termino de cada ano, também nos oferece oportunidades de trazermos o novo para nossa vida sem termos que esperar tanto tempo. Se alguém sente necessidade desse artifício psicológico para se levantar e sair da inércia otimize seu tempo. Recomece a cada mês. Serão doze tentativas no ano. Ou então inove a cada semana. Serão no mínimo 52 novas oportunidades. E melhor ainda. Seja ousado(a) e faça de cada manhã um novo começo.
Não quero com essas palavras seguir a moda motivacional. Assim como a maioria das pessoas, acabo empurrando com a barriga algumas mudanças de poderia começar hoje. Porque deixar para depois do carnaval o regime que já devia ter começado ano passado? O novo não cai do céu, pelo menos na maioria das vezes. Então não devemos cair no engodo do tempo. Como já dizia a canção “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Os dias não são mágicos. Sim, um novo ano, um novo mês podem produzir expectativa e esperança, mas a esperança trabalha com a fé e a fé sem obras, movimento, ação, é morta.
Então se encha de esperança a cada novo começo, mas não se esqueça de agir e ao agir não faça sozinho. Estabeleça uma parceria com Deus. Porque negócios onde Ele está como parceiro não quebram, e o negócio de que falo aqui é a vida, com todas as suas nuances, complicações e demandas que ela exige de nós. Por isso tente com Deus.

“Senhor já temos trabalhado a noite toda, mas sob a tua palavra lançaremos a rede”.
Pedro.

Pense nisso!

O ano em fatias


“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante,
vai ser diferente. “

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Aleluia! Jesus nasceu.


Era noite em Belém da Judéia e lá estava o menino. Por falta de um lugar para pousar veio ao mundo em uma estrebaria. Na falta de um berço o deitaram em uma manjedoura.
Lá estava Deus. Longe do trono, longe da glória, mas perto dos homens. Na forma de homem, em corpo de criança. Aquele que criou mundo, agora estava no mundo, dentro dele, sujeito o a ele. Ele não conhecia o tempo, era chamado Pai da eternidade. Agora estava subjugado as horas, aos dias, aos meses e aos anos. O Deus que não sabia o que era cansaço e fadiga ia provar do castigo que impôs ao próprio homem. Deus iria se cansar, iria suar, iria se exaurir. O Todo poderoso que nunca dorme, nem cochila passaria a ter uma cama, mas na maioria das vezes não teria onde recostar a cabeça. O Onipotente que sustenta tudo com suas mãos agora seria embalado nos braços de uma mulher. O provedor de toda vida. O que aos animais dá a cada dia o seu sustento, agora iria ser alimentado por um ser limitado. Detentor de toda inteligência e sabedoria, como qualquer criança, o próprio Deus deveria ir a escola e ainda chamar de mestre alguém cujo entendimento, diante do arquiteto do universo, não se compara a nada.
No céu unanimidade. Na terra, dúvida e questionamento. Quem és tu? Que sinal tu fazes para que creiamos em ti? Perguntarão a ele. Tens demônio! Dirão alguns. Estás louco! Outros afirmarão. Dor, fome, sede, humilhação, incredulidade, rejeição. “Porque me obrigaste a vir?”. Não! Essa frase nunca saiu de sua boca. Ele sabia o que o esperava. Ele não foi obrigado a vir, pelo contrário. Ele quis vir. “A minha vida a dou, eu voluntariamente a dou para tornar a tomá-la”. Será que vale a pena? Perguntaram os anjos. Será que vale a pena? Questionaram os demônios. Será que vale a pena? Indagou o diabo. A resposta? “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. O evangelista João escreveu “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”.
Quando essa palavra se cumpriu poucos perceberam. As testemunhas da entrada de Deus no mundo, provavelmente, foram alguns cavalos, algumas mulas e alguns camelos. Não houve estardalhaço, não houve homenagens nem honrarias. Fora da estrebaria a rotina das pessoas continuavam. O povo comia, bebia, dormia, conversava, dançava etc. O próprio Deus veio ao mundo e apenas uns poucos se deram conta disso naquela noite. Alguns pastores no campo e os e os anjos no céu. Os magos? Os magos chegaram depois. Naquele dia que parecia comum, a história da humanidade começou a ser mudada para nunca mais ser a mesma.
Quase dois mil anos se passaram, e a história se repete. Natais vêm e vão, e as pessoas continuam as mesmas. Planejando suas festas, comprando seus presentes e etc. Estão dando continuidade as suas vidas sem perceberem o verdadeiro significado do Natal. Mais uma vez o filho de Deus passa desapercebido da maioria das pessoas, mas nos quatro cantos desse planeta existem pessoas que perceberam que o próprio Deus veio ao mundo através de seu filho Jesus e abriram a estalagem do seu coração permitindo que suas histórias fossem mudadas a fim de que não sejam mais as mesmas pessoas.
Jesus nasceu e ainda continua nascendo na vida das pessoas. Assim o natal se repete a cada dia da existência humana.
Antes de Cristo ou depois de Cristo. Assim se resume a história da humanidade. E a sua?

Pense Nisso!

Feliz Natal!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Que o final seja como o começo (Parte 2)


Cair não é nada bom. Nada bom mesmo.
Quando as bolsas de valores em todo mundo caem, o mercado financeiro entra em colapso.
Quando uma criança cai, o pai se preocupa.
Quando um ciclista cai acontecem alguns arranhões.
Quando um velocista cai, ele perde tempo e na maioria das vezes a corrida.
Quando um avião cai o desastre é quase total.
E quando um crente cai? Na maioria das vezes essa pergunta é respondida com outra. Caiu com quem? Isso porque para um bom número de crentes o cair só tem uma referencia, ou melhor, duas. Adultério ou fornicação. É claro que essas práticas são quedas, mas são quedas porque são pecados, sendo assim, toda prática que desagrada a Deus é vista como queda, por isso, a humanidade está decaída, porque seu estilo de vida fere os princípios de Deus.
Mas a despeito da queda, conhecida como pecado original, existe um tipo de queda que só os crentes podem ter. Veja você mesmo. “Lembra-te, pois de onde caíste...” Ap.2:5. Mais um vez o texto fala da igreja de Éfeso. A aquela igreja não era adúltera, corrupta, infiel ou coisa parecida, mas aos olhos de Jesus ela estava caída. A que queda Jesus se referia? Seria a queda nos dízimos e ofertas? Seria a queda da freqüência aos cultos? Ou seria a queda no número de crentes? Nada disso! O que caiu foi a intensidade do amor, da paixão pelo próprio Cristo. Para Jesus quando a paixão diminui estamos caídos.
Ao meditar sobre isso, me lembrei da história de dois obreiros cascudos de uma igreja que observavam um novo convertido no auge da paixão. Ele era todo entusiasmo, gratidão, louvor, serviço, amor e adoração. Então um dos obreiros comentou com o outro “Lembra como nós éramos no início? Iguaizinhos aquele jovem, cheios de paixão e entusiasmo, só que agora o tempo passou e já não somos mais a mesma coisa. O que você acha de alertarmos aquele jovem para ir mais devagar?”. O outro obreiro concordou e ambos foram falar com o rapaz. Então eles se aproximaram e disseram “Meu filho, nós temos observado seu fogo, sua paixão pelo Senhor, mas olha só, nós um dia também fomos assim. No início éramos iguaizinhos a você, mas com o tempo isso vai mudar, por isso não precisa tanto exagero”. Então o rapaz olhou para os obreiros cascudos e disse “Se com o tempo eu ficar como vocês eu paro, volto e começo tudo de novo”.
Esse jovem tem razão. É melhor voltar e começar novamente do que se tornar um falso crente maduro, que pensa que é adulto, mas que na verdade perdeu a paixão. O grande problema não é cair, o maior problema é não querer se levantar. É a indiferença, é o tanto faz, tanto fez. A renovação da paixão sempre será fruto de um sentimento de insatisfação causado pelo reconhecimento de que o amor pelo mestre já não é como no início.
Portanto “Lembra-te de onde caíste, arrepende-te e praticas as primeiras obras”. Ap.2:5.

Pense nisso!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Que o final seja como o começo (Parte 1)


Só para variar, estive pensando um pouco. Estava refletindo sobre nosso comportamento quando ganhamos ou compramos algo novo.
Lembro quando comprei meu primeiro carro (como se já tivesse comprado um segundo ou terceiro, na verdade ainda estou com ele. Rssss.). Quanto cuidado. Estacionava o carro morrendo de medo de arranhar a pintura. Mudança de marcha no tempo certinho, nada de esticadas. Parava o carro a dois palmos do meio fio. Não queria arranhar as rodas. E ai de quem se atrevesse a bater a porta do possante como se fecha uma geladeira velha. Fogo consumidor se acendia nos meus olhos. Andava na rua todo prosa com meu Kadetão 96, crente que estava abafando. Mas aí o tempo passou, passou e passou. Me pergunte agora se o cuidado é o mesmo? Acho que não preciso nem responder.
A mesma coisa acontece com a TV nova, o computador novo, o celular novo e também, como não poderia deixar de ser, com a fé nova. No início: motivação, entusiasmo, empolgação e encantamento. Mas com o tempo ... Ah, o tempo.
Esse tal de tempo pode ser um grande amigo, mas também um grande algoz, principalmente quando está relacionado a fé. E quando me refiro a fé, não estou falando daquele poder que move o sobrenatural, mas da fé relacionada a vida cristã, ao relacionamento com Deus. Sim, o tempo pode ser o instrumento que desgasta a paixão, o amor e o fervor espiritual. Com o tempo podemos até manter a forma, mas perderemos o conteúdo. Foi assim com os crentes de Éfeso. Continuavam indo aos cultos, a EBD, a praticar boas obras e um monte de coisas boas, mas as palavras de Jesus foram essas “Vocês não me amam como no princípio! Pensem naqueles tempos do seu primeiro amor” (Bíblia Viva). Ap. 2:5.
Deus não está mais preocupado com o que fazemos para ele do que com o que nós sentimos por Ele. O Senhor acima de tudo quer saber se a paixão está intacta. Para alguns a vida é bastante corrida. Chegam a achar que um dia deveria ter 48 horas. Acham que oram pouco, lêem pouco a Bíblia, vão pouco a igreja, mas acima de tudo possuem uma paixão, uma sede de Deus, um fogo que lhes consomem a alma. Enquanto outros possuem uma vida mais light, são verdadeiros ratos de igreja, não perdem uma reunião. Lêem as escrituras regularmente e até oram como todo bom crente deve fazer, todavia se tornaram religiosos e nem perceberam. O fogo se abrandou, diminuiu, é quase uma sentelha.
Então como não permitir que o tempo não diminua a paixão? Pode não ser fácil, mas é simples. Voltando ao começo.
Façamos o caminho de volta, como fizeram José e Maria quando deixaram o travesso Jesus em Jerusalém. Voltemos perguntando, buscando e procurando. Por certo o encontraremos. Porque quem busca, acha. Quem pede, recebe. E quem bate, a porta se abre.

Pense nisso e não deixe a paixão se esfriar.