sexta-feira, 18 de abril de 2008

A dor do não vivido


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond

terça-feira, 8 de abril de 2008

Para quem acha que é mal pago


Talvez onze entre dez pessoas acham que são mal remuneradas. Tudo bem que a comparação foi um pouco exagerada, mas a grande verdade é que a maioria das pessoas vivem insatisfeitas com o que vêem no contra cheque no final do mês. Mas será que realmente elas ganham pouco?
Antes de respondermos a essa questão ou reclamarmos do nosso salário devemos considerar alguns pontos importantes:
1) É bom lembrarmos que mesmo que seja pouco o que recebemos no final do mês, tem muita gente querendo ganhar o que ganhamos.
Existem pessoas desempregadas há tanto tempo que aceitariam qualquer coisa, até enxugar gelo, nem que fosse para ganhar meio salário mínimo, sem falar que esse negocio de reclamar não agrada nada a Deus.
2) Antes de reclamar do salário se pergunte quantas pessoas em sua empresa sabe fazer o que você faz e qual é o grau de complexidade do seu trabalho?
Se seu trabalho pode ser feito por qualquer um, ou quando sai de férias você só leva um dia ou alguns minutos para explicar seu serviço para alguém que nunca o fez, então levante as mãos e glorifique a Deus todos os dias, apenas pelo simples fato de estar empregado.
3) Tudo bem, em seu trabalho só você sabe fazer o que você faz, e não é tão simples assim ensinar o que você faz para outra pessoa. Mesmo assim se pergunte. Se me mandarem embora, seu eu pedir demissão, ficar doente ou acontecer alguma coisa que me impeça de trabalhar, será fácil para a empresa encontrar no mercado um profissional para me substituir?
Digo isso porque nós valemos o equivalente ao que há de escasso no mercado. Por exemplo. Por diversas vezes o Real Madrid manifestou o desejo de tirar o Kaká do Milan, mas o time italiano disse que não quer nem conversa. O jogador brasileiro é inegociável. Porque o time Espanhol quer Kaká? Porque o Milan não quer vender? A resposta. Poucos jogadores no mundo são tão bons ou fazem o que ele faz. Será que ele ganha pouco? Não, pelo contrário, ele ganha muito bem por isso.
Então acredite. Se ao sair de uma empresa você pode ser substituído rapidamente e facilmente esteja satisfeito com o que você recebe no final do mês, você ganha muito bem.
4) Por último pergunte-se o quanto o seu trabalho agrega valor à empresa.
Seu trabalho traz alguma receita para a empresa? Promove alguma vantagem em relação aos concorrentes? Ajuda a atrair ou manter clientes? Faz sobressair a imagem da empresa de forma positiva?
Um Office boy, um auxiliar administrativo, uma auxiliar de serviços gerais, por mais úteis que sejam, não podem reclamar que ganham menos que um vendedor, um diretor de marketing ou um contador. Não é menosprezo aos profissionais, é apenas uma questão de associação de valor.
Se depois de considerar esses pontos e responder sinceramente as questões que levantamos você ainda achar que ganha mal, você tem todo o direito de negociar um aumento de salário, mas se não for esse seu caso faça de tudo para seu chefe não perceber que você não faz falta.

Esse assunto também é espiritual.

Pense nisso!

sábado, 5 de abril de 2008

A igreja pode fazer mal



Isso não é nenhuma heresia, vou tentar explicar.
Quando me refiro a igreja não estou me referindo a igreja, corpo místico de Cristo, mas sim, falo da instituição igreja, com seus costumes, tradições, cultura e etc.
A igreja pode fazer mal quando ensina, ainda que involuntariamente, que a vida só gira e acontece em torno da própria igreja e seus ministérios. E quantos dedicam sua vida, seu tempo, sua energia dentro daquele mundinho eclesiástico. A igreja instituição passa a ser o centro do universo onde muitos buscam sua realização pessoal tentando alcançar os mais altos níveis dentro dela, tudo em nome do status, da fama e do poder que ela pode proporcionar, não é de hoje que essas motivações impulsionam os homens e isso pode acontecer em todos os lugares, em qualquer comunidade, e porque não na igreja?
A igreja pode ser prejudicial quando ela vira palco, tablado para exibição de talentos. Para se mostrar quem canta mais, quem ora mais, quem profetiza mais, quem prega mais e assim por diante. Tudo isso em nome da vaidade e do egocentrismo, onde a glória de Deus não passa nem perto, apesar das pessoas nunca deixarem de dizer que tudo é para Ele, nem que seja da boca pra fora.
A igreja pode fazer mal quando ela nos faz pensar que pelo fato de sermos crentes somos melhores do que os outros e em nome de uma santidade que não tem nada a ver com que Cristo ensinou nos obriga a nos afastarmos das pessoas que não são crentes. Porque afinal de contas eles são ímpios e não podemos nos contaminar. Assim alguns vivem em total isolamento, mesmo cercado por pessoas no trabalho, na faculdade, no curso e etc., vivendo desse jeito pode-se até obter um sentimento de pseudo-santidade, mas também não se influencia ninguém e o evangelho também não é anunciado, pois esse evangelho de Jesus é um convite à vivência e não ao isolamento.
A igreja pode fazer mal quando ela ensina que tudo na vida se resolve espiritualmente. Quando ensinamos que para ter uma vida próspera basta ser dizimista, ou então, basta crer, ter fé e confiar. É claro que esses elementos fazem parte da vida cristã, mas essa não é toda verdade. Existe uma lei de colheita e semeadura. Essa semeadura fala de esforço, trabalho, estudo, dedicação, em fim, a parte que nos cabe. Falo isso porque vejo muita gente esperando tudo cair do céu enquanto ficam de braços cruzados.
A igreja pode fazer mal quando ela dá mais poder ao diabo do que ele realmente tem e culpa a ele por tudo de ruim que acontece em nossa vida sem levar em conta a soberania de Deus, fatores naturais e nossas próprias decisões e escolhas que sem dúvida produzirão frutos bons ou ruins dependendo da semente que plantamos. O diabo não deve ser ignorado, mas de forma alguma deve ser super estimado, pois ele não é independente, e para tocar em um crente fiel ele precisa pedir a “benção” ao Senhor.
A igreja pode fazer mal quando invalida a cruz de Cristo pregando que se queremos receber alguma coisa do Senhor temos que nos sacrificar. Esse sacrifício pode ser uma quantia em dinheiro, pode ser desgastar-se em algum ministério ou trabalho na igreja, pode ser o ingresso em campanhas de oração e jejum e etc. Tudo isso é muito bom de ser praticado quando é feito espontaneamente, desinteressado, por amor, e não como instrumento de troca e negociação com Deus. Além disso, o que de mais precioso poderíamos receber de Deus, nós já recebemos. Nossa salvação em Cristo, as demais coisas vêm no pacote. Rm.8:32.
A igreja pode fazer mal quando só ensina legalismos e proibições gerando pessoas reprimidas e neuróticas a respeito do pecado. Não toque. Não faça. Não manuseie. Regras que como disse Paulo, “tem aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não tem valor nenhum para refrear os impulsos da carne”. Cl.2:23, quando na verdade o evangelho é simples, é seguir a verdade em amor, é amar o próximo como a si mesmo, é fazer aos outros o que desejamos a nós mesmos. O resto é o resto.
É claro que essa não é a realidade de todas as igrejas, mas esse texto representa o quadro de muitos lugares por aí.

Pense Nisso!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Você conhece algum levita?


Claro que sim! Alguém pode responder. Na verdade quem não conhece, nem que seja uma só pessoa que canta na igreja, que faz parte do ministério de louvor, que toca algum instrumento, que gravou cd, dvd ou coisa parecida?
Quantas vezes nos referimos a essas pessoas como levitas, mas será que podem ser consideradas levitas de verdade?
Digo isso porque a Bíblia considera levita, aqueles que são israelitas pertencentes à tribo de Levi. Ah! Mas isso não tem nada a ver. Eles são levitas espiritualmente, assim como a igreja espiritualmente é o Israel de Deus. Bem, não sei. Não vejo a Bíblia dando amparo a isso, principalmente no Novo Testamento, vejo a igreja sendo tratada como igreja e Israel como Israel. Mesmo quando somos tratados de Reis e Sacerdotes, Nação Santa, Povo Escolhido e etc, não quer dizer que Israel é tipo da igreja, sendo assim a comparação com os levitas também não cabe.
Outra coisa que gostaria de destacar é uma característica especial dos levitas. Segundo diz a Bíblia, os levitas não possuíam herança, bens ou propriedades. A porção dos levitas era o Senhor.
Tem gente que quer ser levita, mas quer herança. Cantores, músicos e etc, sendo tratados como verdadeiras estrelas, cobrando cachês altíssimos, fazendo exigências exorbitantes, morando em verdadeiros palácios, andando em carros caríssimos e ainda querem ser chamados de levitas. Está certo que os levitas eram sustentados pelas ofertas do povo, mas recebiam apenas o suficiente para seu sustento, já nossos levitas atuais ...
Meu objetivo com esse texto não é causar polêmica, só quero colocar os pingos nos “is”. Se alguém quiser continuar cobrando absurdos para cantar, ministrar ou tocar que o façam, mas, por favor, não digam que são levitas.

terça-feira, 25 de março de 2008

Que tal 365 dias de congresso?


Gostou da proposta? Com certeza muita gente iria adorar a idéia.
É incrível como nós, evangélicos, adoramos congressos e eventos festivos em nossas igrejas, não importa a temática. Parece que em nossa cabeça Deus dá mais atenção a esses eventos do que aos dias comuns. A impressão que se tem é que o Senhor prepara suas melhores bênçãos e as maiores vitórias de nossas vidas nesses eventos, de modo que em muitos lugares a vida da igreja se resume a realizar e planejar novos congressos, vivendo assim um ciclo repetitivo e interminável que se limita apenas às quatro paredes da igreja.
Além disso, você já percebeu como se comportam os crentes diante desse tipo de evento? As pessoas oram mais, pedem a Deus para salvar, curar, libertar, batizar com o Espírito Santo. As pessoas também jejuam mais, abrem o coração, estabelecem propósitos, buscam mais intensamente a Deus, cultuam com a expectativa de que algo novo Deus fará em suas vidas. Parece que o espírito é outro, percebe-se que há um novo ânimo. Com esse tipo de sentimento é inegável que Deus se move com muito mais liberdade e na maioria das vezes o que se pede, recebe; o que se busca, encontra; e quando se bate as portas se abrem.
Outro fenômeno interessante é que normalmente pessoas que não aparecem na igreja há um tempão costumam aparecer nessas ocasiões, ás vezes até querendo trabalhar, se envolver, fazer parte de coisa, mas quando passa o congresso, o retiro ou sei lá o que tudo volta a ser como era antes. Volta a rotina, o despropósito, a falta de expectativa, falta foco no culto e a sede de Deus parece que se acaba. A impressão que se tem é que nos dias de festa se busca uma overdose de Deus, que acredita-se ser suficiente para um ano inteiro, até chegar o próximo evento, quando na verdade depois de algum tempo se percebe, ou até mesmo no dia seguinte que tudo de bom que aconteceu só serviu para aqueles dias, porque a vida com Deus é dia após dia através de uma santa rotina e disciplina espiritual que passa pela prática da oração, estudo da Palavra e comunhão com os irmãos.
Seria tão bom se entendêssemos que o Deus das festas, dos congressos, dos retiros é o mesmo Deus que nos acompanha para escola, para o trabalho, para faculdade e onde for. Seria tão bom se compreendêssemos que se abrirmos o coração em qualquer dia da semana como fazemos em algumas ocasiões ditas “especiais”, com certeza teríamos uma vida espiritual mais viçosa, mas se nós não conseguimos entender essas coisas é melhor fazermos eventos que comecem dia 01 de janeiro e terminem dia 31 de dezembro.

Pensem nisso.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Páscoa, um sacrifício de valor


A páscoa nada mais é do que a celebração de um sacrifício, e nada que possua valor é conquistado sem sacrifício.
Para alguém se formar em uma faculdade é necessário sacrificar. Sacrificar o tempo, as finanças, alguns prazeres e muitos neurônios.
Para se manter um casamento, diversas vezes uma das partes tem que sacrificar. Sacrificar o orgulho, a opinião, a razão.
Para se conquistar uma medalha olímpica, atletas se sacrificam. Sacrificam o corpo, a vontade, o desejo.
Pare dar um futuro digno aos filhos, pais se sacrificam. Sacrificam sua energia, sua força e até mesmo a própria saúde.
Vou repetir. Nada que possua valor é conquistado sem sacrifício.
Nossa salvação não foi diferente. Para que vidas fossem salvas, perdoadas, transformadas alguém teve que se sacrificar.
Há pouco mais de dois mil anos, em uma noite de sexta-feira Jesus foi levado a um julgamento, considerado por juristas um dos mais injustos de toda história. Testemunhas falsas depuseram contra ele e mentido o difamaram. Sem nenhum temor insultaram o filho de Deus. Na sua cabeça colocaram uma coroa de espinhos. Cuspiram no seu rosto, bateram na sua face. Suas costas foram açoitadas por 39 chicotadas, seu corpo foi marcado, seu sangue derramado. Seus amigos, aterrorizados de medo fugiram. Seu povo o trocou por um malfeitor e apesar de nunca ter cometido crime algum a sentença contra ele foi: “Crucifica-o”. E ele? Ele simplesmente se calou. Palavra alguma saiu de sua boca. Como ovelha muda foi levado ao matadouro. E por fim, ainda o pregaram em uma cruz. Cruz que não era dele, mas que era minha e era sua. Nela cravaram seus pés, pregaram suas mãos. O sangue corria por sua face, as chagas aumentavam sua dor. “Se és filho de Deus desce da cruz”. Gritavam os zombadores. Mal sabiam eles que ele poderia fazer isso a hora quisesse, mas como diz as escrituras “tendo nos amado, ele amou até o fim”. No auge do sofrimento Cristo bradou “Está consumado”, para pouco depois dizer “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Estava ali, o Cordeiro pascoal sacrificado no altar da cruz.
Lembre-se. Nada que possua valor é conquistado sem sacrifício.
Para que nos alegrássemos, alguém teve que se entristecer. Para que fôssemos livres da culpa, alguém teve que ser culpado em nosso lugar, para que tivéssemos esperança alguém teve que se sacrificar, para que vivêssemos, Cristo teve que morrer.
A salvação para nós foi e ainda é de graça, mas para Deus ela custou um alto preço.
O verdadeiro símbolo da páscoa não é um coelhinho que carrega ovos de chocolate, mas sim um cordeiro. Não um cordeiro qualquer, mas o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, seu único filho, que tira o pecado do mundo. Cordeiro que foi morto sim, mas reviveu e vive para todo sempre. Esse sacrifico ninguém mais podia fazer, e ele foi feito por mim, por você e pelo mundo todo.
Sempre que ouvir falar em Páscoa lembre-se, na cruz, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Não existe maior sacrifício que este, e isso revela que cada um de nós tem valor para Deus.

Pense Nisso.

terça-feira, 4 de março de 2008

Extravagantes até demais


A extravagância está na moda em muitas igrejas. Vocês já deve ter ouvido falar de louvor extravagante, adoração extravagante e coisas do tipo. O problema é toda essa extravagância é extravagante demais.
Li em algum lugar uma frase que nunca mais esqueci, ela diz o seguinte “a hora em que os crentes mais mentem é na hora em que estão cantando”. Sabe que eu concordo. Quantas vezes nos deixamos levar pela harmonia e pelas notas melodiosas de um louvor. Por vezes até nos emocionamos, choramos, nos prostramos, colocamos o rosto no pó e externamos tantas outras demonstrações de um aparente quebrantamento. Quem nunca se sensibilizou ao cantar “ Abro mão dos meus planos, abro mão dos meus sonhos, abro mão da minha vida por ti”? Mas será que se o Senhor realmente nos pedir tudo isso estamos dispostos a abrir mão? Não me responda, responda a si mesmo. Sem falar de outras canções que retratam uma intimidade com Jesus que fica apenas no nível do desejo e nunca da prática. Algumas letras chegam a dizer “Jesus eu quero vestir sua camisa, com as mangas maiores que os meus braços, correr pela casa ao teu encontro e me abandonar no teu abraço”. Bom, qualquer dia alguém vai compor uma música dizendo que quer brincar de cavalinho com Jesus, pedir a Jesus que faça bilú, bilú com ele e coisas do tipo.
Olha não quero julgar o coração que quem escreve tais letras, mas a grande maioria do povo reproduz isso com muita inconsciência, com um profundo emocionalismo e sem nenhuma reflexão. É um desejo de intimidade que não leva a oração, à Palavra e ao serviço.
Concordo que o amor deve ser extravagante, exagerado no início, mas ele deve crescer para que ele não seja menino a vida toda, mas quando ele crescer e se tornar maduro demais, quase envelhecido é hora de novamente voltar a ser menino para que não se torne religioso. Assim estamos sempre voltando ao primeiro amor.
A vida cristã é um ciclo e é assim que deve ser. Nunca estática sempre dinâmica a fim de que não fiquemos estacionados em nenhum dos extremos, digo na extravagância ou na suposta maturidade envelhecia. Assim nos renovamos em Deus dia após dia.
Lembrem-se do que Jesus falou da sua geração “Esse povo me honra com seus lábios, mas seu coração está longe de mim”.