"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir." Martinho Lutero
sexta-feira, 25 de março de 2011
Porque você vai ao culto?
Não foram poucas vezes em que eu entrei no templo para participar do culto e me fiz a seguinte pergunta: “O que eu estou fazendo aqui?” Essa questão não era existencial, mas era uma pergunta que eu me fazia para aquele dia, para aquela hora, para aquele momento, como quem se pergunta “O que eu vim fazer aqui hoje? Com que propósito eu saí de casa para vir ao templo?” Acredito que todo crente deveria fazer essa indagação sempre que entrar na casa de Deus.
A partir desse sentimento começava uma viagem interior em busca da verdadeira motivação em ir à igreja. Na maioria das vezes, isso para não dizer todas as vezes, eu conseguia encontrar a(s) resposta(s), e algumas respostas não eram tão nobres assim.
Algumas vezes cheguei a conclusão de que fui a igreja porque não tinha outro lugar melhor para ir e não queria ficar em casa. Outras vezes fui à igreja porque queria muito ver ou encontrar uma pessoa. Ainda outras porque a igreja é um lugar legal. Meus amigos estão lá e após o culto a gente costuma sair pra comer alguma coisa e jogar conversa fora. E ainda existiram aquelas vezes em fui a igreja porque não estava me sentindo bem, e precisava ouvir alguma coisa que levantasse a minha moral. Isso sem falar das vezes em que estive lá por pura responsabilidade. Por ter que fazer alguma coisa. Por ser responsável por alguma coisa. Seriam essas motivações corretas, dignas para ir ao culto?
Deus conhece nosso coração, e não sei como ele vê nossas motivações. Talvez ele veja tudo isso com esperança, sim, esperança que no decorrer do culto, de uma reunião, mesmo com as motivações erradas sejamos tocados pelo Espírito Santo a direcionarmos nosso coração para Ele.
Antes de irmos ao culto, ou a igreja, não sei como você fala, devemos preparar nosso coração. Pesarmos as motivações. Direcionarmos nossa alma. Pois apenas assim prestaremos ao Senhor um culto racional em Espírito e em verdade.
“Preparado está o meu coração ...” Sl.108:1.
Pense Nisso!
terça-feira, 22 de março de 2011
Está disposto a abrir mão?
Você já parou para pensar porque algumas pessoas morrem em assaltos? Na maioria das vezes isso acontece porque a vítima não quer abrir mão de algo que está sendo tirado delas, visto que para elas é precioso. Elas não querem que o carro se vá, não abrem mão da carteira, do relógio, da aliança. E por isso acabam vitimadas pela violência de pessoas más, por não abrirem mão daquilo que é valioso. Nós sabemos o quanto uma coisa é importante para nós pela nossa disposição em não abrirmos mão dela.
Se por causa de uma briguinha você abre mão do seu casamento, é porque ele não era precioso para você. Se por causa de um pequeno aborrecimento no trabalho você se demite, é porque esse emprego não era precioso para você. Se ao saber que seu filho está envolvido com drogas você o abandona ou expulsa ele de casa, é porque ele não é precioso para você.
Isso é inato ao ser humano. Se for precioso a gente segura, mas se não tem valor a gente nem esquenta.
Mas o que você faria se Cristo pedisse a você para abrir mão de algo importante? O que você faria? Eis o que um jovem rico fez.
Um dia ele se aproximou de Jesus e perguntou: Bom mestre, o que farei para herdar a vida eterna? Cristo lhe fez algumas perguntas, e por último disse a ele “vai, vende tudo que tens e dê aos pobres, depois venha e segue-me”. Sabe o que ele fez? Entristecido, virou as costas para Jesus e foi embora, porque ele tinha muitos bens. Porque Jesus fez isso? Não seria possível o jovem servir a ele e conservar seus bens? É algum pecado ser rico? Claro que não! Mas a Bíblia diz que Cristo sabe o que está no coração do homem, e mais, “onde estiver o vosso tesouro, estará o vosso coração” disse Ele.
Hoje Cristo pode te pedir para abrir mão de algo importante para você. Hoje ele pode te mandar abrir mão de algo para agradá-lo. Ele pode dizer: abandone o cigarro, esqueça o futebol do final de semana, se afaste daquela amizade, não faça aquele negócio, tire a cerveja da sua vida. Talvez você diga, mas porque Senhor? Eu não vejo mal algum nisso.
Talvez você não veja, mas Ele vê, e está te dizendo a você: "por amor a mim, abra mão disso".
Qual será sua resposta? Você pode obedecê-lo e segui-lo ou você pode virar as costas para Ele entristecido, ou até mesmo alegre e continuar viver sua vidinha agradando apenas a você.
A escolha é sua.
Quem segue a Cristo deve estar disposto a abrir mão de qualquer coisa, se necessário for, de tudo.
Pense nisso!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Crentes como pipoca
Não sei quanto a vocês, mas se não fosse eu o escritor desse texto, e se tivesse que julgar o conteúdo do texto pelo título, com certeza, a primeira imagem que viria a minha cabeça seria daqueles irmãos que gostam de se alegrar tanto em Deus que ficam rodando, pulando e saltando “como pipocas”, principalmente nos cultos pentecostais. E que fique claro que isso não é uma crítica, já eu também, sou pentecostal. Mas não é isso que estou me referindo.
Na verdade a inspiração para escrever essa reflexão surgiu enquanto eu assistia um pacotinho de milho se transformando em um saco de pipocas quentinhas dentro do microondas. Então eu pensei “caramba, isso tem tudo a ver com relacionamento com Deus”.
Pense bem. Existe uma grande diferença entre comer milho cru, in natura, de comer pipoca. Quando você olha um grão de milho não dá pra imaginar que ele se tornará outra coisa, até que ele entre no microondas, mas é exatamente isso que acontece, e sua mudança é tão grande que até o nome muda. Deixou de ser milho e virou pipoca. Tudo isso porque a semente de milho estava no ambiente certo, dentro do microondas.
Tal qual grãos de milho no microondas, somos nós na presença de Deus, e esse é o ambiente e o lugar certo para sermos transformados de dentro para fora a fim de sermos pessoas que ninguém nunca imaginou que pudéssemos ser. Todo potencial existente em um grão de milho já está dentro dele, mas isso só se tornará visível a todos no ambiente certo. Da mesma forma, existe em nós todo potencial para sermos aquilo que Deus sonhou que fôssemos, mas isso só será visível ao mundo se eu estiver na presença de Deus, mas até isso leva tempo. Não é imediatamente que o grão de milho se transforma em pipoca, isso leva alguns minutos, e é gradativo. Nossa transformação também não é rápida, pode até mesmo parecer demorada, mas na presença de Deus ela será inevitável.
Pense nisso!.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Mel, água doce e louvor
O que há em comum entre o mel, um pouco de água adocicada e o louvor? É simples. Eles posuem o poder da atração.
Mas a quem eles atraem? Esses elementos atraem todos que são apaixonados e loucos por eles. As formigas são loucas por mel, os beija-flores adoram água adocicada, e Deus, bem, Ele é apaixonado pelo louvor.
Faça um teste. Experimente colocar um pouquinho de mel em algum lugar. Depois de pouco tempo as formiguinhas estarão lá. É incrível! Ainda que não haja nenhum vestígio delas por perto, elas sairão dos seus esconderijos e em um instante um exército delas aparecerá. O mel tem esse poder.
Faça outro teste. Experimente colocar um recipiente com água adocicada em sua janela, e você terá sempre a companhia de um beija-flor que a todo o momento virá beber daquela aquela água. Eu não sei como, mas ele nunca mais esquecerá o caminho que o levará até ela. Sempre que sentir sede ele voltará para beber daquela água. O beija-flor estará sempre lá, não será uma surpresa para você quando ele aparecer. Afinal você colocou em sua janela algo que ele adora.
Agora experimente louvar a Deus. Louve na alegria. Louve na tristeza. Louve no templo. Louve em casa. Louve no trabalho. Louve na saúde. Louve na doença. Louve com dinheiro. Louve sem dinheiro. Louve na bonança. Louve no sofrimento. Faça da sua vida um instrumento de louvor. Sabe o que acontecerá se você fizer isso? Deus virá.
Se você ama a presença de Deus, saiba que Deus ama o louvor. Assim como mel atrai formigas, e água doce atrai beija-flores, o louvor atrai a Deus.
O louvor cria uma atmosfera que agrada a Deus. No céu Ele é cercado de louvor. Anjos, querubins, serafins, os 24 anciãos, os seres viventes, todos o adoram, e Ele manifesta sua glória. Deus habita no meio dos louvores do seu povo, e é lá que ele se sente bem.
Porque a maioria de nós sente a presença de Deus apenas no templo? É porque não criamos em outros lugares a atmosfera de adoração que existe no lugar de adoração. Somos seres criados para o louvor e quando aprendermos a louvar a Deus em todo tempo e em todos os lugares a presença de Deus será constante em nossas vidas.
Podemos levar a presença de Deus no carro, no ônibus, no metro, na faculdade, no trabalho, aonde for. Quando louvamos estamos dizendo ao Senhor “Venha Deus, já preparei o lugar para ti”.
Deus é muito educado. Se você se calar, ficar em silêncio, murmurar, reclamar, e ficará onde está, mas se você começar a louvar Ele aceitará o convite, e pode ter certeza que ele virá.
Prepare para Ele um trono de louvores.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Déficit de aprendizagem espiritual
Tenho penado para aprender a falar inglês, mas confesso. Tá difícil! Acho que tenho alguma dificuldade com idiomas. Parece que inglês não entra na minha cabeça. Assim como: matemática, química, física, português ... Rss. Reconheço que não sou o mais dedicado dos alunos, mas existem erros que a essa altura do campeonato não dá pra aceitar.
Já estou no nível intermediário, mas é incrível como ainda cometo erros primários na formação das frases, como se ainda estivesse na primeira aula. Erro no uso das preposições, escorrego na conjugação dos verbos, tenho dificuldade na pronuncia e etc. Fico indignado comigo mesmo ao cometer erros tão bobos. Pelo tempo que tenho estudado inglês, já era para eu estar falando o idioma fluentemente, mas estou longe disso. Isso é uma vergonha!
Acho que era isso que o escritor aos hebreus estava querendo dizer quando escreveu aos crentes judeus: “Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido”. Hb.5:12.
Há quanto tempo conhecemos o evangelho? Quantas pregações já ouvimos? De quantos cultos já participamos? Quantas vezes já fomos advertidos acerca do pecado?
Talvez pelo tempo, já deveríamos ser maduros para discernirmos o certo e o errado, o bem e o mal, o santo e o profano, mas parece que estamos sempre caindo nos mesmos erros. Mês após mês, ano após ano como crianças que nunca crescem.
Se eu realmente desejo falar inglês fluentemente, tenho que levar isso mais a sério: estudar mais, praticar mais, me emprenhar mais. Caso contrário estarei perdendo tempo e dinheiro. Se realmente queremos ser cristãos autênticos temos que levar o evangelho mais a sério: estudarmos mais a Palavra, praticarmos mais o que aprendemos de Deus e nos emprenharmos para vivermos uma vida santa e piedosa. Caso contrário corremos o risco de perderemos algo muito mais valioso que tempo e dinheiro. Estou falando de vida eterna.
Pense nisso!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Porque Deus não dá explicações?
Não sou PH.d e muito menos o guardião dos oráculos divinos para responder todas as questões acerca de Deus, mas já vi muita gente, em momento de luta e tribulação, cobrando Dele uma explicação. Questionam o porquê de uma oração ainda não ter sido respondida. Perguntam o porquê determinada enfermidade entrou na família. Indagam os motivos de Deus ter dito “não” a algo que eles queriam muito que Ele dissesse “sim”. Quantos pais já argüiram Deus querendo saber porque o filho tão bom morreu tão novo e de forma tão estúpida.
Alguns dizem que não estão reclamando do que estão passando, mas eles querem apenas entender porque estão passando por aquilo, ou porque Deus permitiu que alguma coisa acontecesse. Eu mesmo já fiz inúmeras indagações a Deus, cobrando dele uma explicação acerca de algo.
Existem algumas coisas que acontecem ou não acontecem em nossa vida, por nossa culpa, outras por circunstâncias da vida e ainda outras porque simplesmente Deus permitiu. E porque permitiu? Porque Ele quis. Porque Ele quis? Porque ele tem propósitos. Então porque ele não me explica esse propósito? Não sei. Explicar ou não, o quê, e como ele age é uma decisão Dele. Ele é soberano.
Quer saber? Na maioria das vezes Deus não dá explicações. Jó passou pelo que passou. Cheio de porquês e Deus não explicou a ele que não tinha nada de errado, mas que ele estava sendo apenas provado. Morreu sem saber disso. Deus apenas mudou o cativeiro de Jó, mas não explicou nada.
Mas será que precisamos mesmo das explicações de Deus?
E se Deus começasse a dar seus motivos para as coisas que ele permite ou não na nossa vida e nós não concordássemos? Aí eu pergunto de que adiantaria as explicações Dele? Os pensamentos de Deus são mais altos que os nossos e não seria de admirar se começássemos a discordar de Deus dizendo “Foi por causa disso que o Senhor permitiu aquilo? Senhor agora eu entendi, só não concordo”. Acredito que muitas das explicações de Deus iriam gerar mais revolta do que aceitação, creio que é por isso que na grande maioria das vezes Deus prefere ficar em silêncio, confiando que iremos andar pela fé, crendo que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Ele.
Certas explicações de Deus soariam para nós como física quântica aos ouvidos de uma criança de um ano.
Pense nisso!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Esteja atento ao toque
Não sei quanto a você, mas eu odeio a mesmice, por isso, estou sempre mudando algumas coisas quando posso. Gosto de conhecer lugares diferentes, pessoas diferentes, fazer coisas diferentes e etc., mas esses dias fiz uma coisa muito simples. Troquei o toque musical do meu celular. Já estava com uma musiquinha chata a bastante tempo, então resolvi mudar. O problema de se trocar o toque do celular é que sua cabeça, ou pelo menos a minha cabeça, ainda fica acostumada com o toque antigo. Então o que acontece durante algum tempo? O bendito toca, toca, toca e eu nem aí, isso quando ele não está vibrando no meu bolso, até que alguém diz: “Hei! Você não vai atender o telefone não”? Então é aí que eu percebo que o celular que está tocando é o meu, e que existe alguém que está tentando falar comigo. Meu problema é que eu ainda não me acostumei com o novo toque.
A grande lição dessa historinha é a seguinte. O relacionamento com Cristo, fazendo uma analogia bem simples, é como um novo toque de celular, muito mais bonito e original. Esse relacionamento com Cristo ser bem difícil para aqueles que ainda estão acostumados com o toque antigo, o toque do mundo. No antigo toque, o mundo nos chama. No novo toque Cristo nos chama. Só que as vezes estamos tão acostumados com o toque antigo, que não percebemos Cristo nos chamando. Então ele chama inúmeras vezes, e quando não é atendido a ligação se perde. E o quão preciosa pode ser uma ligação? Não sei. Mas muitas ligações podem até serem besteiras, mas algumas revelam coisas, oferecem oportunidades, declaram sentimentos. Só sei de uma coisa. Quando Cristo quer falar é importante.
Esteja atento ao novo toque.
A grande lição dessa historinha é a seguinte. O relacionamento com Cristo, fazendo uma analogia bem simples, é como um novo toque de celular, muito mais bonito e original. Esse relacionamento com Cristo ser bem difícil para aqueles que ainda estão acostumados com o toque antigo, o toque do mundo. No antigo toque, o mundo nos chama. No novo toque Cristo nos chama. Só que as vezes estamos tão acostumados com o toque antigo, que não percebemos Cristo nos chamando. Então ele chama inúmeras vezes, e quando não é atendido a ligação se perde. E o quão preciosa pode ser uma ligação? Não sei. Mas muitas ligações podem até serem besteiras, mas algumas revelam coisas, oferecem oportunidades, declaram sentimentos. Só sei de uma coisa. Quando Cristo quer falar é importante.
Esteja atento ao novo toque.
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